logo1

A nossa oração deve nos mover para ação por àqueles que, perto de nós, passam por necessidades

Depois de termos feito em nossa mente e em nossa oração, uma procissão dolorosa de irmãos nossos que passam por necessidades, nosso coração se expande  e queremos acolher a todos os que  sofrem e passam por necessidades. É evidente que não temos possibilidade de socorrer materialmente a todos. Por isso, e para nos solidarizarmos com os que sofrem, voltamos nosso olhar e nossa prece fervorosa: “Por todos os que precisam da nossa ajuda, e pela felicidade e  salvação de todos, nós Vos pedimos Senhor!”.

Fechando nossos olhos e interiorizando nossa oração, assustados e angustiados, vemos desfilar em nossa mente a procissão quase infinita dos sofredores  abandonados deste mundo: - Crianças inocentes, condenadas à morte, no ventre de suas mães, sem a alegria de ter visto a luz do sol; - O inocentes que passam fome e morrem aos milhares em nossa pátria e em outros continentes; - Os jovens, desiludidos da vida, entregues aos vícios e às drogas, morrendo ou matando, numa inconsciência total; - Pais e mães angustiados e aflitos sem o pão necessário para matar a fome de seus filhos; - A multidão dos desempregados, descartados pela sociedade de consumo, como inúteis, porque não produzem nem consomem.

Este pedido de nossa novena deve nos levar a ter compaixão para com essas pessoas. Como já afirmamos no começo desta nossa reflexão, não temos condições  de socorrer a todos. A intenção desta prece é despertar em nós a compaixão, a dor, a sensibilidade pelos que sofrem. No momento em que nosso coração se  condoer, nossas mãos se abrirão e nossos passos irão ao encontro, se não de todos, ao menos daqueles que estão mais próximos de nós.

Quantas vezes, a dor, a fome, a solidão e a própria morte estão em nossa casa, em nossa família, na casa do vizinho, na quadra, no setor em que residimos, e não  vemos e não sentimos. Estamos ausentes, alheios invisíveis.O Apóstolo São João em sua primeira carta à comunidade cristã, escreve: “Se alguém possui os bens  deste mundo e vendo seu irmão em necessidade, fecha-lhe o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele? Filhinhos, não amemos com palavras e com  a língua, mas com obras e verdade” (1 Jo 3, 17.18).

E São Tiago, em sua carta Reprodução nos avisa: “Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai é  esta: Socorrer os órfãos e as viúvas, manter-se livre da corrupção deste mundo” (Tg 1,27).

Precisamos passar da oração para a ação. Não podemos fazer tudo,  mas alguma coisa nós podemos. É só prestar muita atenção nas palavras que proferimos, em nossas orações.
 
Pe. Ângelo Licatti, C.Ss.R.
Missionário Redentorista

@Todos os direitos reservados - Matriz de Campinas 2017