logo1

No Advento, preparamos nossos corações para acolher o Menino Deus, o Sol de Justiça que dissipa as trevas do pecado


O Natal é a grande celebração do ano, a “noite feliz” como gostamos de cantar. Tal como celebramos na Vigília Pascal, quando as trevas do pecado são dissipadas  pela luz do Cristo Ressuscitado, celebramos o nascimento de Jesus, a luz do mundo. O profeta Isaías profetiza o nascimento de um príncipe, que será luz para o  povo envolvido nas trevas. São Paulo também nos diz que, na noite do Natal, “A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens”. Essa graça  simboliza o dom celeste, pessoa divina, pois o Verbo tornou-se carne e habitou entre nós. No Natal a natureza humana se une à divina, numa só pessoa, o Filho de Deus (cf. Jo 1,14).

A data da celebração do nascimento de Jesus, 25 de dezembro, foi adotada para que coincidisse com a data da festividade romana dedicada ao “nascimento do  deus do Sol Invencível”. No meio de muitos povos desse tempo existia o medo de que o sol não voltasse mais a nascer e fosse tragado pelas trevas. Criaram-se  rituais e festas celebrando a vitória do sol sobre as trevas. Na era cristã, a data ganhou um novo significado, agora para recordar o nascimento do Cristo, “Sol da  Justiça” (Mal 4,2) e a “Luz do mundo” (Jo 8,12).

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, afirmou à Agência Zenit que o tempo do Advento é um  momento de transformarmos nossos corações. “No decurso dos quatro domingos do Advento, o povo cristão é convidado a preparar os caminhos para a vinda do  Rei da Paz. O Cristo Senhor, que há dois mil anos nasceu como homem numa manjedoura em Belém da Judeia, deseja ardentemente nascer em nossos corações.  A tão desejada transformação do mundo, a superação da fome, a vitória da paz e a efetiva fraternidade entre os homens dependem, na verdade, da  renovação dos corações”, afirma.

O arcebispo ainda comenta que os católicos devem se voltar para o Cristo e não para o lucro que é tão enfatizado nesse tempo. “Enquanto todos se voltam para o lucro comercial neste tempo que antecede o Natal, os católicos se preparam para que em seu coração haja espaço para o Verbo  Encarnado, que veio para salvar a todos.”

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, Jesus é tudo o que Deus nos queria dizer. Todo o Antigo Testamento  prepara a encarnação do Filho de Deus. Todas as promessas de Deus encontram em Jesus o seu cumprimento. E ser cristão significa unir- -se cada vez mais  profundamente à vida de Cristo. Para isso é preciso ler e viver os evangelhos. A francesa Madeleine Delbrêl, considerada como a apóstola das ruas, dizia que  quando temos o Evangelho em mãos, devemos considerar que aí habita a Palavra que se tornou carne para nós e nos quer atingir para recomeçarmos a vida em  um novo lugar, em um novo tempo, um novo ambiente humano.

Que possamos aproveitar o tempo do Natal para transformarmos nossos corações e viver a Palavra  de Deus com mais profundidade, sem que as festas e os presentes sejam a atração principal e sim, Jesus Cristo, o verbo encarnado, o sol da justiça. 

 

@Todos os direitos reservados - Matriz de Campinas 2017